Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens

domingo, 16 de outubro de 2016

The New Art Fest '16 - quem participa?

Álvaro Seiça - Operation IC (realidade aumentada)

The New Art Fest ’16


Participantes: 47

Addie Wagenknecht
Adelaide Ginga (panelist)
Alexandra Cárdenas
Álvaro Seiça
André Sier
António Carvalho a.k.a. Toyze
Axel Morin
Brian Mackern
Bruno Canas

CADA (Jared Hawkey / Sofia Oliveira w/ Olivier Perriquet)
Carlos Noronha Feio
Catarina Vaz
DC Spensley
Deep Lab
Eileen Yaghoobian
Emanuel Dimas de Melo Pimenta
Eva and Franco Mattes
Gallo
Hugo Madureira
João Bacelar
João Vilhena
John F Simon, Jr.
John Klima
Jorge Castanho
José Oliveira (panelist)
Julien Prévieux
KATAI
Ken Rinaldo
Leonel Moura
Lynn Hershman Leeson
Margarida Sardinha
Marta de Menezes
Mateusz Herczka
Miguel Palma
Miguel Petchkovsky (panelist)
Miguel Santos
Miza Coplin
Nelson Zagalo (panelist)
Pedro dos Reis
Pedro Zamith
Rudolfo Quintas (artist talk)
Rui Martins
Ryan Kirkbride
Sara Orsi
Tara Kelton
Titanic Sinclair

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Portugal antecedeu o Google Maps

Foi com uma máquina destas que se calculou o Portugal Digital (1997-98), um conceito meu, desenvolvido com uma equipa de engenheiros informáticos da UNL, para a EXPO '98. As semelhanças deste projecto com o Google Maps, lançado em 2005, não deixam de ser, no mínimo, irónicas — ACP

Os pontos nos is
por ANTÓNIO CERVEIRA PINTO

Publico um artigo de António Câmara, que acabo de pescar, e o meu comentário, sobre uma obra que imaginei e dirigi, enquanto responsável pelos projectos do Pavilhão do Território (cuja direcção-geral fora então entregue a Leonel Moura por João Cravinho), para que a verdade não ande por aí travestida.

Artigo de opinião de António Câmara no Jornal Expresso, 28 de Julho de 2008.
O Portugal Digital, exibido na Expo-98, permitia aos visitantes voar sobre o território e consultar bases de dados geo-referenciadas. Foi precursor dos actuais Google Earth e Microsoft Virtual Earth. O sistema representava uma visão de futuro para a exploração de um país. As tecnologias subjacentes resultaram da investigação de equipas da Universidade Nova de Lisboa (UNL), Instituto Superior Técnico (IST) e do Centro Nacional de Informação Geográfica (CNIG), que liderava o projecto. A Imersiva, uma “spin-off” da UNL, foi, entretanto, criada para explorar a componente de realidade virtual. Em 1998, Portugal detinha um capital de conhecimento praticamente único na Europa e com um número limitado de concorrentes na América do Norte. As equipas portuguesas que trabalhavam na criação de mundos virtuais tinham ainda um apoio significativo da diáspora: o professor José Encarnação do Fraunhofer Institute na Alemanha, líder mundial em computação gráfica; e Ken Pimentel e Kevin Teixeira, pioneiros em empresas como a Sense8 e Intel nos EUA. Mas o Portugal Digital não foi continuado e as tentativas dos promotores do projecto, para o expandir para a escala europeia, não foram bem sucedidas. A Imersiva, adquirida pela Portugal Telecom, nunca teve a oportunidade de transformar a tecnologia num produto. Os custos de equipamento e a largura de banda eram inapropriados. Mas não houve uma visão, em Portugal e na União Europeia, semelhante à proclamada por Al Gore no seu documento ‘The Digital Earth’ de 1998 (http://www.isde5.org/al_gore_speech.htm ). Empresas como a Keyhole (adquirida pela Google) e GeoTango (comprada pela Microsoft) implementaram a visão de Gore. O Google Earth e o Microsoft Virtual Earth já têm mais de cento e cinquenta milhões de utilizadores. Passaram-se dez anos. A União Europeia continua sem perceber que a invenção vem de pequenos grupos e não de redes com dezenas de parceiros. Portugal está, no entanto, mais aberto à inovação. Mas, a diferença reside no You Tube. O Portugal Digital teria sido um estrondoso sucesso global se esse canal de difusão existisse em 98.
António Câmara

Comentário publicado em Lugar do Conhecimento
Já agora vale a pena anotar que a ideia original foi minha, e que fui eu que abordei as instituições que viriam a desenvolver comigo este projecto efectivamente pioneiro a nível mundial, mas que a burocracia, alguma sede de apropriação intelectual desonesta, e a euforia dot.com acabou por reduzir a zero. Seria bom que este artigo de António Câmara tivesse mencionado a ficha técnica completa deste projecto. Lembro finalmente que este projecto, como outro que igualmente saiu da minha cabeça para a Expo98 (um par de golfinhos virtuais interagindo com humanos num ambiente de realidade expandida que reproduzia o estuário do Sado), e que contou com a colaboração competente e amigável do INESC, poderia ter colocado Portugal em matéria de inovação, criatividade e indústria num lugar onde afinal não chegou. Esta oportunidade de colaboração entre tecnologia e arte foi deveras produtiva e original. Just for the record ;)

António Cerveira Pinto